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Vermes disfarçados de Gente

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Uns agarram-se à vida com unhas e dentes e juram a pés juntos que aquilo que mais querem fazer é viver. Viver todos os anos, todos os meses, todas as semanas, todos os dias, todas as horas, todos os minutos... Acabam por cometer excessos. Muitos Morrem. Existem outros que não se importam com o decurso da vida. Deixam-se andar no mundo como organismos sem reacção. Esses ficam sozinhos. Há ainda outros que constroem sonhos. Idealizam um futuro. Traçam objectivos...  Muitos deles falham. E no grupo desses que falham há uns que tentam reerguer aquilo que se desmoronou e há outros que simplesmente baixam os braços, desistem e continuam a viver a pensar no passado, naquilo que foram e naquilo que tiveram na mão, permanecendo, assim, eternamente. Mas aqueles que tentam reerguer-se podem seguir dois caminhos: - o de uma vida pautada por princípios e valores, e logo à partida todos nós sabemos que a maioria desses não vão longe e que vão estar sempre a tentar alcançar...

A Mentira da Liberdade

É uma grande treta. Aquilo que disseram que todos nós adquirimos... Como é que eles dizem? Ah, sim! Liberdade de Expressão. "Ah e tal porque somos todos livres". Mentira. Há sempre alguma coisa que nos prende.  No plano político acredito que essa tal Liberdade de Expressão exista. Embora não seja usada por todos. Antes não se falava por medo de que as pessoas erradas ouvissem as opiniões de cada um. Agora é diferente. Os espaços para opinião existem e estão preparados e reservados a quem a queira dar.  Mas e no dia-a-dia? Vamos chamar este plano de plano Moral e quotidiano . A liberdade de expressão simplesmente não existe, nem nunca existiu. Temos medo das outras pessoas ouvirem e lerem aquilo que escrevemos. Prestamos atenção à mais pequena vírgula, à palavra mais insignificante e reprimimos a expressão da maior parte dos nossos pensamentos e opiniões sobre os outros e aquilo que nos rodeia.  Apenas seria livre de dizer aquilo que bem me apetece se aqui escrev...

Baltasar Garzón - O Juiz Condenado Por Ser Correcto

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Um dos maiores defensores dos Direitos Humanos. Levou Pinochet a tribunal. Quer investigar os crimes cometidos pelo Franquismo.Um símbolo do combate contra à corrupção. Estarei a falar de um juiz que pertence ao colectivo que condenou Baltasar Garzón a 11 anos de desqualificação profissional? Claro que não. Se assim fosse era sinal de que existia alguém honesto neste colectivo de juízes que condenou Baltasar Garzón, um juiz correcto que apenas cometeu um "erro": ordenou escutas. Numa investigação de corrupção entre o poder político e empresas (caso Gurtel) Garzón ordenou  escutas às conversas entre advogados e os suspeitos presos. Foi acusado de desrespeito ao direito de defesa e do crime de prevaricação e agora que o PP (implicado no Caso Gurtel) sobe ao poder em Espanha hoje é conhecida a sentença deste julgamento: o Juíz Baltasar Garzón está impedido de exercer a sua profissão durante onze anos. Todos sabemos que a justiça é corrupta. Nem todos os juízes são correctos....

Um Pouco de Tudo, Desproporcional é que não!

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Somos feitos um pouco de tudo. Amor, ódio, raiva, carinho, fraqueza, persistência. Afinal de contas é isso que nos torna humanos.  A solidão também faz parte de nós. É precisa para que consigamos sobreviver, para que sejamos capazes de viver com os outros. Como é que podemos ser verdadeiros com quem está à nossa volta, se não nos conhecemos? O problema é que é difícil estar sozinho e aceitar isso.  Se tomarmos a iniciativa de sair onde estamos todos os dias e nos afastarmos por alguns momentos, tudo pode ser diferente. Basta livrar-mo-nos, por algum tempo, daquilo que nos consome. O que nos parecia impossível é agora visto como algo que pode ter solução. Pode não ser aquela que idealizámos, mas pode ser aquela que nos vai tirar de um impasse, seja ele profissional ou pessoal.  O pior são mesmo os impasses. Quando não temos nenhum objectivo, quando questionamos tudo o que fazemos e tudo o que somos, às vezes muito por causa das pessoas. E é aqui que chego ao cerne da que...

Carta a Filomena II

Lisboa, 4 de Dezembro de 2011 Querida Filomena, Como estás? Que tal a vida por Braga? As coisas por aqui estão difiíceis. Há muito tempo que me pergunto: "Porque é que as coisas mudaram?". Não consigo encontrar uma resposta. Tu consegues? A culpa é das pessoas? É minha? Honestamente não sei. Por favor, se souberes, diz-me tu! Tornei-me numa pessoa triste. Se soubesses há quanto tempo não me rio com vontade... Há quanto tempo que não estou sem preocupações... Essas são mesmo as minhas maiores inimigas. Também tens muitas? Aquilo que faço... Sem trabalho, só interesses,só consegues algo com favores e tens um bom cargo só com cunhas. Sem dinheiro. Os que têm valor não são recompensados... . Acho que isto não é para mim. Também não tenho bem a certeza disso. Já penso nestas coisas há demasiado tempo. Frequentemente, tento pensar nisso, mas a minha cabeça dói-me ainda mais do que o habitual. Sabes como vejo o que me acontece? Como se estivesse presa nu...

Parar?

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Fechar os olhos. Descansar. Dormir profundamente. Acordar. Levantar. Trabalhar. Sorrir. Cansaço. Sorrir.  Deitar. Fechar os olhos. Descansar. Dormir profundamente. Há quanto tempo isso vos acontece? E há quanto tempo isso não me acontece? Pensando bem, faz já algum tempo. Já diziam os outros que o mais chato é quando estamos cansados e não conseguimos dormir. Que verdade... A sensação de chegar ao final do dia. Pousar a nossa cabeça na almoçada e nenhum pensamento, questão, dúvida ou incerteza pairar sobre nós... . Isso parece-me uma miragem. Mas é isso que faz com que estejamos melhor com os outros, com que o nosso sorriso seja verdadeiro, que queiramos estar presentes nas batalhas e sentirmos que somos capazes de ganhar a tudo e a todos. Que somos capazes de ir até ao fim do mundo sem nos cansarmos. Quando os obstáculos começam a aparecer continuamos a pensar que os vamos vencer, que ninguém nos pode parar. Nada está no nosso caminho. E a verdade é que até conseguim...

Minoritariamente Honestos

Tempos de crise, tempos de indecisão, tempos de muita confusão. As pessoas andam malucas. Desconfiadas de quem está ao seu lado, pressionadas pelas responsabilidades, fartas e cansadas do mundo onde vivem. É muito difícil não fazermos parte da maioria. Encontrar alguém que não se sinta dessa forma é raro. Se têm uma pessoa dessas ao vosso lado, não a deixam escapar. São pessoas assim, com a sua inconsciência e dose de loucura, que fazem com que continuemos mentalmente sãos. Celebrem o cómico, celebrem as piadas secas, celebrem os risos, celebrem a música, celebrem os irreverentes, celebrem tudo aquilo que foge à norma do vosso quotidiano.Celebrem tudo aquilo que é precisamente o contrário daquilo que vêem todos os dias: dos malfeitores, do chato do teu chefe, dos atrasos dos transporte públicos. Celebrem tudo aquilo que não vos chateia. É estranho olhar para trás e ver o quanto mudámos. Olhar a forma como nos adaptamos às situações adversas, por mais que isso nos custe. Sobr...